20260813
CAPETA DIABO DEMÔNIO
O capeta é uma instituição da Igreja Católica Apostólica Romana, adotado também pelas demais religiões por obediência a disposições legais, para nomear o ser que usa todas as características naturais humanas, em contraste com aquele formatado pela Igreja Católica para suprir as conveniências comportamentais dos súditos do Império Romano então em bancarrota.
A Igreja Católica determinou que a relação sexual somente poderia ocorrer para fins reprodutórios, assim proibindo e punindo a prática sexual lúdica, e por conseguinte a sexualidade e a sensualidade humanas. Como punição espiritual, ritualizando a doutrina, para evitar dúvidas quanto ao tipo de relação sexual que gerou cada ser humano estabeleceu que todo indivíduo nasceria com o pecado original por ter nascido de uma relação sexual, a ser perdoado após o nascimento em ritual denominado batismo.
Os seres humanos com fortes propriedades sexuais e sensuais foram excluídos da humanidade, bem como todos os/as homossexuais, porque praticavam sexo obviamente não-reprodutório. A cobiça à mulher do próximo também figurou na lista das insubordinações associadas ao desejo sexual, também para impedir que as mulheres dos dirigentes e funcionários romanos lhes fossem tomadas, caso se sentissem atraídas por outros.
As propriedades de roubar e matar — características da sobrevivência dos povos forçados a abandonar seus territórios por exaustão de recursos em busca de novos onde suprir suas necessidades— também foram associadas ao capeta. O Império Romano ocupava inteiro o mundo de então, e se não proibisse roubar e matar estaria se expondo à necessidade dos súditos.
MÁXIMA CONTRADIÇÃO: EDUCAÇÃO É SOLUÇÃO, MAS, ANTES, PODE MATAR
Os senhores do mundo são peritos apenas em tomar, comerciar, somar e multiplicar. Criam escolas e universidades para seus súditos estudarem e conhecerem as ciências, tecnologias, técnicas e métodos mais atualizados, e os contrata para suas empresas prosperarem e ocuparem o mundo.
As pessoas, seus súditos, com dificuldade aprendem tudo sobre os processos de produção, comercialização e distribuição, sobre geologia, ecologia, economia e as demais ciências que, nesta evolução, nós mesmos vimos criando desde o passado remoto.
De tanto aprenderem, as pessoas um dia procuram seus senhores para avisá-los que o sistema econômico está concentrando muita riqueza no topo da sociedade e criando muita miséria, e os processos de produção em uso estão estragando o chão, o ar, as águas... os alimentos, a natureza, o planeta.
Enfarados diante de tantos avisos comprovados por tantas evidências físicas e sofisticadas matemáticas e estatísticas, e incapazes e desinteressados de qualquer autocrítica, os senhores propõem —e se há insistência— impõem o silêncio.
Aqueles que insistem, alardeando os danos aos humanos, à natureza, e portanto à nossa própria casa, o planeta, serão demitidos, acusados de desordeiros, revoltosos, comunistas... esquerda! Aos meios de comunicação, seus aliados, invertendo a notória responsabilidade pelos danos, os senhores acusam-nos de câncer letal do mundo! As polícias, milícias e forças armadas, seus fiéis súditos escudeiros, distribuem muitos socos e pontapés, choques e torturas, dão voz de de prisão e a muitos dão eterno sumiço!
Ora, senhores, o estudo não serve só para seus súditos aumentarem seus lucros; pois, aprofundando, também apontam a causa dos problemas.
A educação leva sempre à solução dos problemas, mas amiúde, antes, à exclusão, desamparo e morte. Muitos súditos, por isso, temem contestar os patrões e autoridades; e muitos eleitores temem votar a favor da fartura e paz para todos.